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Lojas virtuais diversificam e oferecem comodidade

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Alguns produtos como roupas usadas ou produtos orgânicos antes eram exclusividade das lojas físicas. Hoje eles já estão disponíveis para quem compra pela internet.

Só no primeiro semestre de 2009, as vendas pela internet no Brasil cresceram 27% em comparação ao mesmo período de 2008. O faturamento total bruto foi de R$4,8 bilhões, de acordo com dados de uma pesquisa realizada pela e-Bit, empresa que monitora o comércio eletrônico. Para o segundo semestre, a previsão é de que as empresas faturem R$ 5,8 bilhões. O crescimento das vendas em 2009 deve chegar a 28% em relação ao mesmo período do ano passado. Os produtos mais vendidos, segundo a pesquisa, são livros e assinaturas de jornais e revista.

No entanto, muita gente está aproveitando a internet para garantir uma renda extra. Produtos como roupas usadas, camisetas e adesivos, ou até mesmo produtos orgânicos frescos entregues em casa são alguns dos exemplos de coisas que até a pouco tempo não estavam disponíveis para compras on-line.

A ideia de quem vende surge, assim, quase do nada. Em março, a advogada Mariana Matida resolveu se livrar das roupas que ela não usava mais.

Já o publicitário Diego Perin aproveitou a experiência com vendas de produtos de informática pela internet para abrir um site de venda de camisetas e adesivos, que ele pretende expandir.

No caso da nutricionista Renata Wanderley, ela conheceu um site que vendia produtos orgânicos pela internet em outra cidade e resolveu trazer o serviço para Curitiba. Renata recebe as encomendas pelo site e entra em contato com produtores da região metropolitana. Só aí eles colhem os produtos que ela entrega na casa dos clientes.

Normalmente o que leva os empreendedores a abrir empresas na internet é justamente a facilidade de não depender de um espaço físico, não precisar contratar funcionários e ter um contato maior com pessoas que, caso a loja fosse em um espaço físico, não teriam chance de conhecer os produtos. O publicitário Diego Perin, que vende camisetas e adesivos no site Oficina, afirma que a facilidade foi decisiva para ele abrir o negócio.

O mesmo acontece com Mariana Matida, proprietária do brechó on-line Bazar de Dois. No começo, a variedade dos clientes foi uma surpresa. Ela colocou o site no ar em março deste ano. Desde então, tem vendido roupas para pessoas dos mais diferentes estados do país.

Já no caso de Renata Wanderley, que vende produtos orgânicos pela internet, o público são os curitibanos ou moradores da Região Metropolitana. Ainda assim, ela conta que consegue atingir um número maior de consumidores por causa da internet.

Mas a falta de confiança ainda é um problema para quem vende pela internet. A proprietária do brechó on-line afirma que esta foi a maior dificuldade desde que colocou o site no ar.

Para ganhar a confiança dos clientes, ela troca diversos e-mails antes de acertar a compra, tentando dar o máximo de detalhes sobre a peça e oferecendo mais fotos para que o cliente tenha certeza de que a peça realmente existe. No caso do site Oficina, Diego Perin procurou um serviço de pagamento que já está a tempo no mercado. A solução que Renata Wanderley, que vende produtos orgânicos, encontrou foi a propaganda boca-a-boca.

E pelo jeito tem dado certo. Desde que o site entrou no ar em maio, as vendas triplicaram. O endereço do site de produtos orgânicos é www.bioeorganicos.com.br. Para quem quiser visitar o site da Oficina, o endereço é www.oficinaarte.com.br. Já o brechó de Mariana Matida fica no www.bazardedois.blogspot.com.


CBN Curitiba - Renata Polatti - 21/09/2009



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