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Copa será oportunidade para orgânicos
Evento no Brasil, em 2014, deve servir para consolidar o consumo de alimentos livres de agroquímicos
A Copa do Mundo de 2014 estimulará vários setores de economia, entre eles o de agricultura orgânica. Com a proposta do governo federal de fazer uma Copa "verde", os agricultores orgânicos terão uma excelente oportunidade para organizar e ampliar a produção, já sob a égide da legislação recentemente aprovada para o setor no País.
Segundo o gerente do projeto Organics Brasil, Ming Liu, após a regulamentação completa da Lei dos Orgânicos (número 10.831, aprovada em 23/12/2003 e regulamentada por meio do Decreto 6.323, de 27/12/2007), "que tem de sair até o fim do ano", ficará mais fácil montar as bases para uma produção orgânica totalmente certificada no País, capaz, inclusive, atender à demanda extra gerada pela Copa do Mundo.
Oportunidade. "Este evento é uma oportunidade para criarmos um sólido potencial de demanda para os orgânicos no País", diz Ming Liu. "Se durante a Copa cada restaurante das cidades-sede incluir um item orgânico em seu cardápio isso já significará um grande crescimento", continua. "Importante é, após a Copa, manter o hábito de consumo orgânico."
Conforme relata Ming Liu, inicialmente o Projeto Organics Brasil (que já conta com 50 associados produtores de orgânicos, voltados essencialmente à exportação), em parceria com o portal Planeta Orgânico (responsável por trazer para o Brasil a Biofach), vai fazer um mapeamento tanto da cadeia produtiva quanto da estrutura de hotéis e restaurantes das cidades-sede que poderão incluir orgânicos em seus cardápios. "Temos quatro anos para isso. Assim que a regulamentação completa da lei sair, vamos investir nesse mapeamento", diz Ming Liu.
Brasília. No dia 9 de abril, o Organics Brasil e o Planeta Orgânico estarão em Brasília (DF) para apresentar um programa de ação ao governo federal, sobre como será feito este mapeamento e as possibilidades de incluir alimentos orgânicos no cardápio da Copa do Mundo.
Neste programa, relata Ming Liu, será eleita uma cidade-piloto (provavelmente Curitiba), na qual será testada a estratégia tanto de abastecimento quanto de capacitação de mão de obra, além de volume necessário de produção para atender à demanda da Copa e possíveis parceiros, como hotéis, restaurantes e instituições. "São Paulo, pelo potencial de demanda, também deverá entrar nesses testes", acredita Ming Liu.
O Estado de S.Paulo - Tânia Rabello - 07/04/2010
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