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Cidadãos "verdes" vão ao Passeio Público
Ela foi a primeira feira curitibana oferecer somente produtos orgânicos. Hoje, os mais de cinco mil produtores de orgânicos do estado têm outras oito feiras da categoria pela cidade. A previsão é de que uma nova surja a cada ano. Mesmo estando localizada dentro de um dos mais antigos cartões postais de Curitiba, a feira do Passeio Público não atrai frequentadores em busca de lazer e sim de produtos com qualidade de origem. Com o passar dos anos, o local, que nos tempos áureos era ponto de encontro das famílias curitibanas, foi ficando deteriorado e esquecido pelo poder público.
Cícero Soares tem 50 anos e é funcionário público estadual. Todos os sábados ele pega a bicicleta e sai do Bom Retiro rumo à feira de orgânicos. Como ele, faz a maioria dos outros estimados 1,5 mil fregueses semanais: vão à feira só de passagem. “Eu tenho três filhos e em casa só consumimos verduras, legumes, pães, flocos de milho e o leite da feira orgânica”, conta Cícero.
Visitantes passageiros
Poucos frequentadores aproveitam a feira para visitar o Passeio, segundo Cláudia Capeletti, feirante há 13 anos. “Aquelas pessoas que estão em família, com crianças, até entram. O restante, dificilmente. Acredito que não seja o Passeio que atraia pessoas para feira. É a feira que atrai pessoas para o Passeio”, conclui.
Ela conta que os clientes têm em comum a preocupação com a saúde. “Eles querem uma alimentação saudável, livre de hormônios, de conservantes e de veneno. São pessoas que também valorizam o sabor dos alimentos”, diz. Para atendê-los, Claudia procura diversificar os produtos que oferece. São exemplos os pães de centeio secas, a torta de amêndoas e o brownie, que podem ser provados pelos clientes. (AC).
Gaveta do Povo - Adriana Czelusniak - Colaborou Gabriel Azevedo - 12/07/2009
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